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quarta-feira, 11 de junho de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
A METACRONICIDADE OU O PRIMITIVISMO DO COMPLEXO
“XAMANISMOS” DE ELISABETE PIRES MONTEIRO:
A METACRONICIDADE OU O PRIMITIVISMO DO COMPLEXO
“O ser humano é um animal que não pode viver unicamente na temporalidade terrestre e ele procura articular essa temporalidade sobre uma vida cósmica ou eterna (metacronicidade)”
Jean Marejko, Le Roi du Technocosme est nu in Temps Cosmique Histoire Humaine, Paris, Vrin, 1996, p. 95-96
Elisabete Pires Monteiro (Sully-sur-Loire, 1974) condensa em si uma miríade de associações no enraizamento de temas arcaicos (cosmogónicos). Pode ainda reconhecer-se esse estatuto de uma arte da (intra)verificação da linguagem religiosa e, portanto, das figuras-arquetípicas. Operando subliminarmente nas fissuras da significação, ora com traços iniciáticos e terapêuticos, ora revestindo uma dimensão de depuração (tecnicista e intelectual), a sua pintura é a revelação do primitivismo do complexo, da cosmosofia e da aventura metapsíquica. De facto, a ênfase de uma arte codificada (gaia ciência ou gaio saber) assente numa (proto)linguagem associada ao onírico - o místico-religioso - a transmutação e a metamorfose - intercepta a instância do diferencial feminino (associada ao poético-literário e ao cosmovisional-simbólico). E aqui é pertinente evocar a Terra-Mãe - enquanto categoria prévia - e cume de acesso a uma visão tipicamente humana (humanada) onde se apreendem - directa e imediatamente - os fenómenos catatónicos ou subterrâneos (nocturnos) e metatónicos, urânicos ou celestes (transcendentes). Conexo com os pressupostos de uma simbólica em que o corpo é terráqueo, o espírito solar-celeste, e a alma, lunar.
Co-implicação simbólica
Convém sublinhar que a criação pictórica de Elisabete Pires Monteiro partilha até ao extremo uma visão do mundo resolutamente transversal, surreal, côncava, reversiva. A lógica estética-religiosa ou metamorfótica é algo constitutivo, essencial, estrutural, nesta pintura. E, evidentemente, a metacronicidade. De resto, se se considerarem mais de perto estes quadros - na sua co-implicação simbólica - pode ver-se aqui claramente a sua associação ao arquetípico da gaia, mater, mãe ou elemento feminino, receptor, fecundável, Mais do que um mero exercício assente nas técnicas convencionais ou experimentais, a sua pintura - na ligação ao pensamento mágico - fixa a nossa atenção nas abordagens do xamanismo que está profundamente enraizado na experiência extática visionária. Desde logo, em consonância com o que Roger Bastide chama o “sagrado selvagem”. Parece-nos, no entanto, que no seu trabalho - “em série” - entrelaçam-se as marcas do jogo do mundo e do jogo da criação (poesis). O vínculo ao xamanismo - a religiosidade naturalista assente nas visões proféticas, conhecimento judicioso ou a visão em voo - deixa-se facilmente apreender por uma análise compreensiva.
Vidente e guardião das tradições
“Xamanismos” – título da exposição – enquanto partilha de uma pintura-padrão - mítico-sacral e totémica – cognoscitiva - encruzilhada do sonho como religião da mente - é fundamentalmente uma homenagem ao xamã e, em todo o caso, o seu mundo tribal (na valorização - a partir das forças invisíveis do universo - do numinoso- da demanda do centro sagrado do mundo - a árvore cósmica). Retenhamos apenas, por agora, um conjunto de quadros-variações, onde os xamãs não são meramente capturados; são tornados uma tradição viva – como “especialistas do sagrado” - que trabalham secretamente técnicas especiais - que incluem jejum, meditação e o uso de substâncias químicas – ervas intoxicantes – botânica dos alucinogénios sagrados - capazes de dispararem estados alternativos de consciência. Consideremos mais de perto o seu papel fundamental de adivinho, vidente, mágico, poeta, cantor, artista, profeta da caça e do tempo, guardião das tradições e, por consequência, curandeiro das doenças do corpo e do espírito. Reencontramos neste ponto o médico-ervanário manipulando complexas misturas terapêuticas e farmacológicas (com base nos critérios de que as plantas psicotrópicas são mágicas e sagradas).
Mundo onírico arcaico
Se quisermos traçar o quadro destas pinturas - variações arquétipas ou imagens primitivas - , há, pois, antes de mais, que determinar aquilo que se considera como mundo do xamã. Não é esse aqui o nosso propósito. Quando nos apercebemos - esforçadamente - dos esteios e dos caminhos duma arte plena de reminiscências e de projecções (iluminação involuntária dos desvãos e subsolos do nosso mundo psíquico por exemplo), apercebemo-nos, assimilando-a a um mundo onírico arcaico, “eterno” e “ubíquo” (como diria C.G. Jung). Todos sabemos da importância extraordinária que, nestes dois últimos séculos, foi tomando o estudo da história das religiões sobre o sagrado. A etno-história e a antropologia - na sua reflexão sobre a trajectória da humanidade - mostraram-nos que as mais antigas representações artísticas da humanidade tiveram o seu ponto de partida nas preocupações mágico-religiosas. Neste sentido, é de salientar que estas imagens desenhadas, por assim dizer, em plataformas e em nichos naturais - do tipo santuário - na sua precisão técnica - enquanto tentativa de retractar o movimento cinemático - aparecem-nos sobretudo como figuras super-realistas que carregam uma crença forte na eficácia da acção simbólica.
“Medecine-man”, “brujo”
O importante e decisivo dos desenhos sagrados gravados - no fundo das cavernas - está no facto de nos revelarem não somente o fulcro da auto-comunicação com o “numinoso” - a divindade em toda a amplitude da sua realidade - como alicerce das forças que unem homens e animais. E, consequentemente, a consignação da chamada “meta-experiência” mística, mas também da exaltação interior e, concludentemente, da crença fundada do que se não vê - as realidades espirituais. Aqui se entreabre um campo imenso - o da religião arcaica - o que é a definição mesma da religião primitiva - sob o influxo do xamã (que representa afinal o guardião genuíno e inflexível do saber tradicional na ligação ao mundo natural e espiritual) . Ele assume-se, em suas orientações fundamentais, como o especialista de plantas sagradas, o “medicine-man” e o “brujo”. O que Mircea Elíade não cessa de reconhecer é, se se quiser, a sintonia que existe entre o “homem” e o “ser religioso”. Mantém, inegavelmente, o parecer de que o religioso não é um “estádio”, mas um elemento - voltemo-lo a dizer - da “consciência humana”. Ancorado nesta perspectiva assinala, por outro lado, que as formas (algumas formas) do sagrado podem ser criações culturais e são-no de facto..
Alexandre Teixeira Mendes
Porto, 3 de Abril de 2004
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sábado, 10 de agosto de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
Noite ~ Dia
Livro Noite ~ Dia de Alfonso Láuzara Martínez
Capa e ilustrações de Elisabete Pires Monteiro
Edições A Porta Verde do Sétimo Andar
segunda-feira, 24 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
domingo, 17 de março de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
VISLUMBRES ELEMENTAIS
Exposição de fotografia e escultura de Land Art
de JAIME FILIPE
Espaço Compasso Rua da Torrinha, 111
Porto
de JAIME FILIPE
Espaço Compasso Rua da Torrinha, 111
Porto
sábado, 26 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Teresa ou a Psiconevrose da Virtude
Performance de Andreia Rocha no poema "Vivo sin Vivir en Mi" de Teresa d'Avila
Realização, imagem e montagem de Elisabete Pires Monteiro
Realização, imagem e montagem de Elisabete Pires Monteiro
domingo, 9 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
SIN(T)ILIDADES POR ALEXANDRE TEIXEIRA MENDES
PRIMITIVO, PRIMORDIAL, PRIMEVO
xamanismo e demonologia das origens
Elisabete Pires Monteiro (Sully-sur-Loire, 1974) concede um lugar decisivo ao “arcaico” e ao “primordial”. Encontra-se aqui a parcela de acerto entre o mito e o rito. Os rituais, segundo vimos, tornaram-se, pois, no mundo grego arcaico, muitas vezes a origem dos mitos. Mais que um enquadramento das unidades de significado - os traços distintivos - importa considerar uma arte (originária e original) que nos remete às figurações do xamanismo (susceptível de ser apreendido enquanto manifestação). Trata-se de uma pintura que veicula a protociência da sociedade primitiva: a magia branca e a magia negra (considere-se, por exemplo, a feitiçaria, o encantamento, a bruxaria, o curandeirismo, a taumaturgia, etc.).
técnicas do êxtasse
Entender estes quadros requer transladar-mo-nos à terra dos xamãs. São eles, efectivamente, que colocam o acento não apenas nas técnicas (difíceis) do êxtasse, mas também na tomada de consciência das forças do tabu e do maná, só se compreendem bem no contexto da experiência da demonologia das origens. “É verossímil - segundo Walter Shubart - que a religiosidade humana tenha-se despertado à vista do primeiro cadáver. Mesmo as formas mais primitivas da religião, no totemismo, por exemplo, atestam, ao mesmo tempo, o terror colectivo e a veneração cultual. O tabu engloba os conceitos aparentemente inconciliáveis de sagrado e de impuro. Os dois se unem no conceito mais amplo do inacessível, do intocável. Entrelaçam-se, assim, o medo divino e a repulsão demoníaca” (Eros e a Religião, 1975, p. 13). Retornemos todavia à consideração dos experimentos de uma arte (cena) "primal" como: primitivo, primordial, primevo. Um ante- tematizar, "mostrar" ao invés de "dizer".
tremendum et fascinans
Na pintura de Elisabete Pires Monteiro desvenda-se a familiaridade com um sistema simbólico do qual participa e cuja lógica é directamente a do xamanismo. Na sua arte circula num constante vaivém do olhar xamanístico para o olhar do pintor-etnólogo: o “mysterium tremendum et fascinans”. Falámos dum “primitivismo” mágico-religioso (inconsciente, espontâneo) da psique humana, da emergência de uma lógica (ou de uma cosmovisão) que opera por meio de técnicas arcaicas do êxtasse e coincide com os conjuros e a prestigitação, a adivinhação e a teurgia, os amuletos-talismãs e santos-e-senhas de magia. Devemos contudo notar que o xamã enquanto homo religiosus vive o influxo da sacralidade da natureza e a religião cósmica. Referimo-nos às viagens místicas ao céu e as descidas ao inferno, a conversação com Deus, seres semi-divinos e as almas dos mortos, etc., e isto é capital.
“sagrado selvagem”
Trata-se de determinar aquilo que esta pintura evoca: os xamãs - o inter e o trans-mundo - o motivo do sacrifício - o “sagrado selvagem” (Roger Bastide). Podemos aliás facilmente verificar, na arte de Elisabete Pires Monteiro, uma espécie de formalismo que nos remete para as simbolizações primordiais e os caracteres arquetípicos . É aqui que intervêm o inconsciente, a compulsão à repetição. O xamã - como Mircea Elíade admite - é o grande especialista da alma humana. Só ele a “ vê”, porque conhece a sua “forma” e seu destino” (El chamanismo e las técnicas arcaicas del êxtasis, Fondo de Cultura Económica, 1960, p. 23). Digamos que a problemática do xamanismo, a que o autor de “O Sagrado e o Profano - A Essência das Religiões” deu tanta importância, reaparece, uma vez mais, como via de acesso dos poderes mágico-religiosos.
visão, theoría
De uma coisa podemos estar certos: a persistência de um certo pathos xamânico nas sociedades arcaicas. O que está em jogo, então, são as técnicas e ideologias mágico-extáticas, aquelas que, de facto, dizem respeito ao esquema cosmológico “clássico”. Note-se bem, e insistimos mais uma vez, neste ponto, que a própria etimologia do êxtasse alude ao voo ou viagem fora da nossa particularidade. O problema está posto em termos de uma a espiritualidade tribal que se reduz em última instância à dialéctica do transe. Podemos mesmo afirmar, partindo de F.M. Cornford, por exemplo, que a Grécia Antiga assimilava a verdade com a visão. Curiosamente as tradições xamãnicas também entenderam a verdade como visão (que revela e permite ser). Já Aristóteles havia procurado a origem do pensamento religioso na realidade das experiências psíquicas. O conceito de theoría, mediante o que descobre a suprema experiência do sagrado pelo homem, expressa em primeiro lugar a realidade física de uma visão, cuja semelhança com as festas religiosas colectivas de Olímpia e com as Dionisíacas ele mesmo sublinha.
Alexandre Teixeira Mendes Porto, 17 de Maio de 2012
xamanismo e demonologia das origens
Elisabete Pires Monteiro (Sully-sur-Loire, 1974) concede um lugar decisivo ao “arcaico” e ao “primordial”. Encontra-se aqui a parcela de acerto entre o mito e o rito. Os rituais, segundo vimos, tornaram-se, pois, no mundo grego arcaico, muitas vezes a origem dos mitos. Mais que um enquadramento das unidades de significado - os traços distintivos - importa considerar uma arte (originária e original) que nos remete às figurações do xamanismo (susceptível de ser apreendido enquanto manifestação). Trata-se de uma pintura que veicula a protociência da sociedade primitiva: a magia branca e a magia negra (considere-se, por exemplo, a feitiçaria, o encantamento, a bruxaria, o curandeirismo, a taumaturgia, etc.).
técnicas do êxtasse
Entender estes quadros requer transladar-mo-nos à terra dos xamãs. São eles, efectivamente, que colocam o acento não apenas nas técnicas (difíceis) do êxtasse, mas também na tomada de consciência das forças do tabu e do maná, só se compreendem bem no contexto da experiência da demonologia das origens. “É verossímil - segundo Walter Shubart - que a religiosidade humana tenha-se despertado à vista do primeiro cadáver. Mesmo as formas mais primitivas da religião, no totemismo, por exemplo, atestam, ao mesmo tempo, o terror colectivo e a veneração cultual. O tabu engloba os conceitos aparentemente inconciliáveis de sagrado e de impuro. Os dois se unem no conceito mais amplo do inacessível, do intocável. Entrelaçam-se, assim, o medo divino e a repulsão demoníaca” (Eros e a Religião, 1975, p. 13). Retornemos todavia à consideração dos experimentos de uma arte (cena) "primal" como: primitivo, primordial, primevo. Um ante- tematizar, "mostrar" ao invés de "dizer".
Ceux qu'ils restent
Acrílico sobre tela
tremendum et fascinans
Na pintura de Elisabete Pires Monteiro desvenda-se a familiaridade com um sistema simbólico do qual participa e cuja lógica é directamente a do xamanismo. Na sua arte circula num constante vaivém do olhar xamanístico para o olhar do pintor-etnólogo: o “mysterium tremendum et fascinans”. Falámos dum “primitivismo” mágico-religioso (inconsciente, espontâneo) da psique humana, da emergência de uma lógica (ou de uma cosmovisão) que opera por meio de técnicas arcaicas do êxtasse e coincide com os conjuros e a prestigitação, a adivinhação e a teurgia, os amuletos-talismãs e santos-e-senhas de magia. Devemos contudo notar que o xamã enquanto homo religiosus vive o influxo da sacralidade da natureza e a religião cósmica. Referimo-nos às viagens místicas ao céu e as descidas ao inferno, a conversação com Deus, seres semi-divinos e as almas dos mortos, etc., e isto é capital.
Taumatúrgo, Xamã
Acrílico sobre tela
“sagrado selvagem”
Trata-se de determinar aquilo que esta pintura evoca: os xamãs - o inter e o trans-mundo - o motivo do sacrifício - o “sagrado selvagem” (Roger Bastide). Podemos aliás facilmente verificar, na arte de Elisabete Pires Monteiro, uma espécie de formalismo que nos remete para as simbolizações primordiais e os caracteres arquetípicos . É aqui que intervêm o inconsciente, a compulsão à repetição. O xamã - como Mircea Elíade admite - é o grande especialista da alma humana. Só ele a “ vê”, porque conhece a sua “forma” e seu destino” (El chamanismo e las técnicas arcaicas del êxtasis, Fondo de Cultura Económica, 1960, p. 23). Digamos que a problemática do xamanismo, a que o autor de “O Sagrado e o Profano - A Essência das Religiões” deu tanta importância, reaparece, uma vez mais, como via de acesso dos poderes mágico-religiosos.
Trans-mundo
Acrílico sobre tela
visão, theoría
De uma coisa podemos estar certos: a persistência de um certo pathos xamânico nas sociedades arcaicas. O que está em jogo, então, são as técnicas e ideologias mágico-extáticas, aquelas que, de facto, dizem respeito ao esquema cosmológico “clássico”. Note-se bem, e insistimos mais uma vez, neste ponto, que a própria etimologia do êxtasse alude ao voo ou viagem fora da nossa particularidade. O problema está posto em termos de uma a espiritualidade tribal que se reduz em última instância à dialéctica do transe. Podemos mesmo afirmar, partindo de F.M. Cornford, por exemplo, que a Grécia Antiga assimilava a verdade com a visão. Curiosamente as tradições xamãnicas também entenderam a verdade como visão (que revela e permite ser). Já Aristóteles havia procurado a origem do pensamento religioso na realidade das experiências psíquicas. O conceito de theoría, mediante o que descobre a suprema experiência do sagrado pelo homem, expressa em primeiro lugar a realidade física de uma visão, cuja semelhança com as festas religiosas colectivas de Olímpia e com as Dionisíacas ele mesmo sublinha.
Alexandre Teixeira Mendes Porto, 17 de Maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Rayonnement Obscure
L'ITINÉRAIRE DU FEU
On en deviendrait fou - j'avance dans une abime que je ne sais voir - que je crains de voir - tombent les fleurs - coule l'eau - partager l'âme - le feu de fièvre et d'errance - il ne me reste que toi - le soleil qui s'efface et les nuages - L'or et l'inconscience nocturne - le corps amoureux que tu cherches - illuminant la voix et la parole.
Je suis l'itinéraire du feu - j'ouvre la porte et j'entends la mer - jusqu'à tes yeux - la voix si lucide - l'illumination sans nom - invisible...
Alexandre Teixeira Mendes
(in www.douradaatempera.blogspot.com)
sábado, 24 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
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